47 segundos

como a internet nos atrai (e nos distrai)

O que é possível fazer ou descobrir em 47 segundos na internet? Neste vídeo-ensaio, reunimos Emil Zátopek, Jaron Lanier, behaviorismo, tabagismo e redes sociais para tentar compreender como a internet nos atrai (e nos distrai).

O artigo que comentamos neste ensaio é o “Smartphone, uma arma de distração em massa“, escrito por Joseba Elola e publicado pelo El País.

47 segundos como a internet nos atrai (e nos distrai) | 30 dez. 2018 (9min 47seg) texto e edição caique zen e luan maitan index emil zátopek, gabriela andersen-schiess, frederic skinner, jaron lanier, charles darwin, jonathan franzen palavras-chave internet, behaviorismo, redes sociais, privação sensorial, atletismo, corrida trilha sonora “opium” (*attn) | game tight (dj vadim) | sugarella (nickodemus) | where is my mind (maxence cyrin) | bushwick tarantella (kevin macleod) agradecemos luis gustavo monezi (pela ajuda com as traduções)

Quarenta e sete segundos. Este é o tempo médio em que permanecemos numa aba quando navegamos na internet. Li isso em um artigo meio distópico, que classificava os smartphones como armas de distração em massa. O autor citava uma pesquisa que chegou a esse dado: quando estamos trabalhando em frente a um computador, mudamos nosso foco de atenção a cada 47 segundos.

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Um livro recente, de Jaron Lanier, demonstra como desenvolvedores de sites como Google e Facebook  usaram conscientemente a teoria behaviorista para criar suas próprias caixas de Skinner. E a má notícia é que somos nós os ratinhos. Somos nós as cobaias humanas de uma experiência inédita de engenharia social. A cada alteração no ambiente virtual, grupos cujas motivações mal conhecemos observam mudanças em nosso comportamento. Passamos então a agir de acordo com esse ambiente, aceitando seu sistema de punições e recompensas. E o mais assustador: estou disposto a continuar dentro da caixa de Skinner desde que a internet continue a me fornecer pequenas doses de dopamina a cada 47 segundos.

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Quanto duram 47 segundos nos últimos metros de uma maratona, quando o corpo já não suporta sequer mais um passo, e é só a mente que o mantém em pé? Uma coisa curiosa: dizem que ao longo de toda a corrida, um maratonista deve lutar contra sua mente, que repete o tempo todo: “Vamos parar por aqui”. Mas, no final da corrida, com o corpo devastado pelos 42 quilômetros, é a mente que leva o corpo à linha de chegada.

soundtrack // playlist

1. opium (attn)* 2. game tight (dj vadim) 3. sugarella (nickodemus) 4. where is my mind (maxence cyrin) 5. bushwick tarantella (kevin macleod) 6. cleopatra in new york (nickodemus, carol c.) 7. bosshannover (mo' horizons) 8. you're so cool (hans zimmer) 9. no man's game (akshin alizadeh) 10. the shine box (akshin alizadeh) 11. dub mi balls (timewarp inc)

*a primeira música não está disponível na playlist do spotify. ela faz parte da trilha sonora do vídeo-ensaio, mas não conseguimos reconhecê-la. a música foi encontrada neste vídeo do canal attn.

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Mas suspeito que há algo de irreconciliável entre meu Facebook e uma maratona. Talvez seja o feed infinito, que rolo como Sísifo rolando a pedra montanha acima, um hábito em tudo  oposto à experiência de uma maratona, que só pode ocorrer se tiver um começo e um fim bem definidos. Ninguém seria louco o bastante para se inscrever em uma corrida infinita.