a luta yanomami

a luta yanomami

claudia andujar

Claudia Andujar perdeu quase toda a família no Holocausto. Depois de passar por muitos países, chega ao Brasil aos 24 anos e começa a fotografar. Nos anos 1970, vai para a Amazônia a trabalho e faz seu primeiro contato com os Yanomami. Dali em diante, sua vida se transformaria por completo e sua obra se tornaria instrumento de luta em favor desse povo. Neste vídeo-ensaio, contamos um pouco da luta Yanomami através da vida e da obra de Claudia Andujar.

“A luta Yanomami” também é o título da exposição de Claudia Andujar no Instituto Moreira Sales de São Paulo. A exposição permanece aberta, com entrada gratuita, até 7 de abril de 2019. Algumas informações e imagens da exposição foram utilizadas neste ensaio.

a luta yanomami
claudia andujar
21 jan. 2019 (15min 38seg)

texto e edição  zen e maitan
index  claudia andujar, davi kopenawa, lévi-strauss
palavras-chave yanomami, ditadura militar, fotografia, povos indígenas, família

trilha sonora
alma | gustavo santaolalla
canto de crianças yanomami | xapiri*
canto xamânico yanomami | xapiri*
guarani | ennio morricone
requiem | gustavo santaolalla
humanidad | gustavo santaolalla
vamos | gustavo santaolalla


as cidades invisíveis

as cidades invisíveis

italo calvino

“Se meu livro As cidades invisíveis continua sendo para mim aquele em que penso haver dito mais coisas, será talvez porque tenha conseguido concentrar em um único símbolo todas as minhas reflexões, experiências e conjeturas.” Assim se refere a este livro o próprio Italo Calvino – um dos escritores mais importantes e instigantes da segunda metade do século XX. O famoso viajante Marco Polo descreve para Kublai Khan as incontáveis cidades do imenso império do conquistador mongol. Neste livro surpreendente, a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar um símbolo complexo e inesgotável da experiência humana. [Companhia das Letras]

Este é um projeto de leitura de algumas das cidades do livro. Periodicamente, atualizaremos esta página com novos textos. Acompanhe o canal no Soundcloud, onde publicaremos os áudios e, se gostar, nos ajude a divulgar o projeto.

anastácia // as cidades e o desejo 2

A três dias de distância, caminhando em direção ao sul, encontra-se Anastácia, cidade banhada por canais concêntricos e sobrevoada por pipas. Eu deveria enumerar as mercadorias que aqui se compram a preços vantajosos: ágata ônix crisópraso e outras variedades de calcedônia; deveria louvar a carne do faisão dourado que aqui se cozinha na lenha seca da cerejeira e se salpica com muito orégano; falar das mulheres que vi tomar banho no tanque de um jardim e que às vezes convidam — diz-se — o viajante a despir-se com elas e persegui-las dentro da água. Mas com essas notícias não falaria da verdadeira essência da cidade: porque, enquanto a descrição de Anastácia desperta uma série de desejos que deverão ser reprimidos, quem se encontra uma manhã no centro de Anastácia será circundado por desejos que se despertam simultaneamente. A cidade aparece como um todo no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer. Anastácia, cidade enganosa, tem um poder, que às vezes se diz maligno e outras vezes benigno: se você trabalha oito horas por dia como minerador de ágatas ônix crisóprasos, a fadiga que dá forma aos seus desejos toma dos desejos a sua forma, e você acha que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo.


italo calvino

Nasceu em Santiago de Las Vegas, Cuba, e foi para a Itália logo após o nascimento. Participou da resistência ao fascismo durante a guerra e foi membro do Partido Comunista até 1956. Em 1946 instalou-se em Turim, onde se doutorou com uma tese sobre Joseph Conrad. Lançou sua primeira obra, A trilha dos ninhos de aranha, em1947. Considerado um dos maiores escritores europeus do século XX, morreu em 1985.


47 segundos

47 segundos

como a internet nos atrai (e nos distrai)

O que é possível fazer ou descobrir em 47 segundos na internet? Neste vídeo-ensaio, reunimos Emil Zátopek, Jaron Lanier, behaviorismo, tabagismo e redes sociais para tentar compreender como a internet nos atrai (e nos distrai).

O artigo que comentamos neste ensaio é o “Smartphone, uma arma de distração em massa“, escrito por Joseba Elola e publicado pelo El País.

47 segundos
como a internet nos atrai (e nos distrai)
30 dez. 2018 (9min 47seg)

texto  zen
voz e edição  maitan
index  emil zátopek, gabriela andersen-schiess, frederic skinner, jaron lanier, charles darwin, jonathan franzen
palavras-chave internet, behaviorismo, redes sociais, privação sensorial, atletismo, corrida

trilha sonora
“opium” | *attn
game tight | dj vadim
sugarella | nickodemus
where is my mind | maxence cyrin
bushwick tarantella | kevin macleod

agradecemos
luis gustavo monezi (pela ajuda com as traduções)

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em preto e branco

em preto e branco

henri cartier-bresson & a arte oriental

Henri Cartier-Bresson atravessou o século XX, mas continuou fotografando em preto e branco. Neste vídeo-ensaio, aproximamos a arte oriental e o fotógrafo que imortalizou o conceito de “instante decisivo”, além de tentar flagrar na vida de Cartier-Bresson o fundamento de sua obra.

 

em preto e branco
henri cartier-bresson & a arte oriental
16 dez. 2018 (11min 30seg)

texto  zen
voz e edição  maitan
index  henri cartier-bresson, robert frank, bashô, cecília meireles, alice ruiz, martine franck
palavras-chave fotografia, amor, haikai, sumi-ê, zen

trilha sonora
waltz no.2 | dmitri shostakovich, andré rieu
je te veux | erik satie, giacomo scinardo
healah dancing | keaton henson, ren ford
glassworks: i. opening | philip glass, michael riesman
midnight waltz | adam hurst

agradecemos
nathália gardin (pelas referências de edição), amanda de oliveira e isabella ribeiro (pelas traduções)

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consciência negra na lente de richard avedon

consciência negra na lente de richard avedon

o esforço de sentir como o outro

Malcolm X, Martin Luther King Jr. e família, e membros do Comitê Coordenador Estudantil Não-Violento. Todos importantes personagens da história do movimento negro norte-americano, que ajudaram a desnublar olhares e iluminar um valor que compartilhamos no profundo: o anseio pela dignidade humana.

Essas fotografias foram tiradas por Richard Avedon, personagem do nosso primeiro vídeo-ensaio, em que tratamos principalmente de empatia, um valor fundamental para os não negros num dia como o de hoje. Richard sabia que estava registrando uma das partes mais importantes da história do século XX, e o sabia porque não se esquivava do esforço – muitas vezes insuficiente, mas de algum modo transformador – de sentir como o outro.

∝ genoma // esta publicação deriva e complementa o vídeo-ensaio a morte e o olhar. clique no link para acessar a página do ensaio ou no player abaixo para assistir.


Maitan

Maitan

Editor.

20 de novembro, 2018. Seção: Fotografia. Index: Richard Avedon, Malcolm X, Martin Luther King Jr. Publicação: Maitan.


os animais são outros povos

os animais são outros povos

vozes de tchernóbil & a sexta extinção

“Não sei em qual poeta li que os animais são outros povos”. Em formato de diário, este vídeo-ensaio defronta as notícias recentes da extinção em massa de animais selvagens com a fotografia de Laurent Baheux e os relatos colhidos por Svetlana Aleksiévitch sobre o desastre nuclear de Tchernóbil.

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uma legião de elefantes

criando wallpapers com laurent baheux e pripyat